domingo, 2 de novembro de 2008

Ubuntu 8.10

Eu fiquei muito impressionado com o Ubuntu 8.04, não podia deixar passar o 8.10 sem testá-lo. O 8.04 eu havia testado em uma máquina virtual, o Virtual PC da Microsoft e funcionou bem depois de passar alguns parâmetros na inicialização do kernel. Há duas semanas também tive uma outra surpresa muito agradável usando Linux, quando o Bluetooth em Java funcionou sem problemas, ou melhor, com menos problemas que no Windows. Isso resume o quanto eu estava motivado para instalar o novo Ubuntu.

Baixei a imagem e gravei um CD de boot com o 8.10. Pra minha surpresa, embora a gravação tenha ocorrido bem, o CD não passou na verificação disponível no boot. Gravei outro CD, pois não confio no meu gravador já faz tempo. O segundo CD bootou bem e também passou na verificação de integridade. Eu havia separado partições no disco para brincar com o Linux: uma para o /boot, outra para o swap e finalmente uma para a raiz. Embora a instalação tenha sido mais lenta do que eu esperava, tudo ocorreu bem, salvo a perda de cores ao trocar do terminal pro modo gráfico. Isso me lembrou um dos maiores pesadelos de quando instalei meu primeiro Linux: fazer o X funcionar! Na época de placas VGA Trident... a coisa era realmente feia. Lembro que comecei a usar Linux porque podia criar vários terminais e ele botava com um simples floppy de 1.44 MB! Ontem, instalei o Ubuntu com a ATI Radeon 4670, uma placa média, mas que foi lançada há pouco tempo, menos de três meses.

O que mais me irritou durante a instalação foi a parte do particionamento. Eu já instalei diversos Linux antes, mas desta vez fiquei um pouco inseguro com o particionador da Canonical. Primeiro deu um belo problema, pois o iPod da minha esposa estava carregando e foi reconhecido pelo particionador como um drive USB, mas com partições incompatíveis. Depois disso, o particionador se perdeu e tive que reiniciar a instalação do zero, sem o tal do iPod desta vez.

Na segunda tentativa, tudo correu bem e até o particionador estava ajudando. Salvo a tela que pede para escolher a partição onde instalar o Ubuntu. Eu queria testar o 8.10 numa partição real, nada de máquina virtual. Mas a máquina também é usada por outras pessoas aqui de casa e obviamente roda Windows. Essa foi a etapa mais difícil, escolher o particionamento manual, com os gráficos de alocação do disco nada confiáveis e acreditar que na próxima tela eu teria oportunidade de escolher onde instalar o Ubuntu. No final, tudo ocorreu bem, o particionador finalmente perguntou onde instalar o Linux e que partições formatar.

A instalação demorou mais do que eu esperava, mas acredito que tenha sido meu drive de CD o culpado. No final, o Ubuntu instalou o Grub (sem perguntar) e adicionou mesmo o boot do Windows. Uma ressalva fica para o Grub: uma simples tela preta ! O grub do Gentoo que é um bicho de casca dura é muito mais bonito e colorido. O tema do GRUB padrão do Ubuntu é simples demais até para quem veio da era DOS.

Após um reboot, o sistema começou a funcionar muito bem e até ofereceu instalar os drivers proprietários da ATI ! Isso realmente foi inesperado, normalmente as distros são xiitas e não deixam instalar software "impuro" sem perguntar 3 vezes, quando deixam. A verdade é que quem compra uma placa de vídeo da ATI ou da NVidia pretende usá-las em jogos e aplicativos com aceleração 3D, pouco importa de onde veio o driver, desde que funcione. O modo xiita-open-source-seguidor-de-Stallman deveria ser opcional. Nada contra open source, mas nem todo usuário de Linux tem vocação ou tempo para ser um guerreiro do Emacs ou coisas assim. Muitos querem apenas um computador que funcione bem. Se é para ter problemas com drivers e paus constantes, melhor ficar no Windows mesmo.

Uma decepção veio com a versão do OpenOffice ainda a 2.4 e não a 3.0, mas por enquanto passa. Outro problema foram os temas... a escolha é tão ruim que o tema "human" fica realmente lindo. Ainda não fui atrás de outros temas, mas eu preciso de telas mais claras para crianças. Instalei o edubuntu para ter os programas que elas usam, mas ainda preciso humanizar a "human" para ser usado por humanos mais jovens.

Uma boa notícia é que o problema do mouse que travava o micro nas versões anteriores parece ter sido resolvido. Era um problema de hardware, com a controladora USB da Nvidia... mas que só ocorria no Linux, o bom e velho XP (a que ponto chegamos...) não tinha problema algum com o rato (mesmo escolhendo Português do Brasil veio rato como mouse mesmo:-) ). Pelo menos até agora. Enfim, o Ubuntu 8.10 está muito bom e quase pronto para ser usados por leigos. Eu diria que se você possui uma máquina que pode ser dedicada ao Linux, o Ubuntu pode até mesmo ser instalado sem grandes conhecimentos técnicos. Na 8.04 eu instalei usando o Wubi e foi muito bom, embora não tenha feito a mesma coisa com a 8.10, está também é uma grande alternativa. O melhor que é grátis para testar e correções saem todos os dias.
 
 

2 comentários:

Nilo Menezes disse...

Pelo jeito, o bug do mouse continua lá. Parece que a única solução é mesmo comprar uma placa USB.

naldo disse...

Mas o que você comentou no seu post sobre o ubuntu é muito interessante.

Mesmo com um Pendrive espetado, tive o mesmo problema.

Coisas que sabe-se lá porquê...

Parabéns, muito bom o post.

Abração

Naldo