sábado, 28 de abril de 2012

Gênesis Informático

Como estou quase sendo obrigado a programar em Java de novo, fica a piada:

No início não havia computadores, apenas máquinas.

As máquinas existiam, mas a lógica era limitada.

O homem domou a corrente elétrica e a transformou em sinais digitais capazes de  transportar infomação.

Tudo era nulo, apenas bits 0.

Criou-se então os bits 1.

Surge a lógica.

Mas os bits 0 e 1 eram sós e o byte foi criado para agrupá-los.

Bits e bytes sem nome vagavam pelas máquinas, sem saber o que fazer. As máquinas ainda eram criadas para uma finalidade bem específica e a lógica codificada no material. Surgiam os primeiros sistemas.

O programador foi então criado e a ele foi dada a responsabilidade de organizar bits e bytes. Surgia o Caos.

Mas o programador era só e criou linguagens e compiladores para acompanhá-lo. O sistema enviou mensagens dizendo que aquilo era perigoso e que agora milhões de bits e bytes teriam que ser utilizados para fazer as coisas mais simples. A mensagem foi ignorada e surgia assim o bug.

O programador continuou proliferando código escrito em múltiplas linguagens. Quando inventou o C, o sistema enviou uma nova mensagem dizendo que já era suficiente e que o programador deveria se contentar com bits, bytes e ponteiros, todos felizes na RAM.

O C era bom e foi usado para criar o UNIX.

O diabo, invejoso, criou o Windows para atentar o programador por toda sua existência.

Novos programas foram criados a partir desses princípios básicos entre o universo de software e hardware. Um dia, o programador traiu o sistema e criou jAdao e jEva, escrenvendo-os num dialeto de C++ banido aos habitantes da ilha de Java. O sistema então castigou jAdao e jEva por terem acumulado tantos bits e bytes a ponto de usar toda a memória do sistema e os baniu para Java dizendo:

Usarás o dialeto no teu dia-a-dia.
Esquecerás o que é um bit.
Usarás um IDE lento.
Verás tudo através deste código que não conhecerá limites de tamanho, performance ou coerência.
Jamais tocarás num ponteiro.
Teus descendentes não usarão propriedades e todos os programadores terão que escrever getters e setters pelo resto de seus dias.
Teu código só entenderá XML e produzirá logs indecifráveis.
Serás atormentado por cobras e outras pedras preciosas que não sofrerão desses males, serão menores e mais ágeis, porém ainda mais lentas.
Tuas classes proliferarão e dominarão o mundo.
Este dialeto será portátil e te acompanhará por todas as máquinas que usares, sempre pendindo para fazer update.





2 comentários:

Rafael Santos disse...

Depois de ler esse post eu fiquei com menos vontade ainda de aprender java haha.
Aprendi a programar em python (graças ao seu livro que é muito bom por sinal) e pretendo estudar C para ampliar meu pouco conhecimento em programação.
Apesar do mercado ter grandes oportunidades para desenvolvedores java, a sintaxe da linguagem é confusa parece ser mais dificil realizar simples tarefas que você faria facilmente com python.

Nilo Menezes disse...

Eu implico com o povo de Java, mas não é tão ruim quando se precisa de bibliotecas :-D
Embora Python resolva a maioria dos problemas, por questões de performance ou simplesmente empregabilidade, Java é uma boa.
Aprender Python, C e Java dá uma boa visão de linguagens imperativas.
É importante aprender sempre e nunca se limitar a uma só linguagem!