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domingo, 9 de setembro de 2007

De volta à Azeroth

Tudo ia muito bem, mas depois da monografia sobrou muito tempo para outras coisas. Resolvi voltar à Azeroth. Depois de um mega download de mais de 500 MB, lá estava eu pronto para jogar novamente.

De cara, descobri que havia sido expulso do minha antiga guilda, ok. Eles não faziam raid, nos denominávamos uma guilda para ganking :-) Não prestavam pra muita coisa, mas era divertido perturbar a Horda. Todo fim de semana tinha raids às bases inimigas... inútil, mas divertido.

Bom, como fui expulso e também como não consigo mais lembrar o nome da guilda anterior, daí pode-se deduzir a importância que eles tinham para mim... resolvi procurar outra guilda. Desta vez, uma guilda que realmente funcionasse, que fizesse raids mais produtivas e me ajudasse a chegar no level 70, sem stress. Parece muito. Encontrei uma guilda portuguesa e lá estou eu agora no "Quinto Império". Com este post vai ficar mais fácil lembrar o nome da guilda, caso eu esqueça novamente.

Continuei seguindo o guia de leveling que os amigos enviaram... falando nisso, enviem o guia de 60 à 70, pois o que tenho acaba ainda no 60. No primeiro dia já achei um rogue maldito que resolveu me matar umas 3 vezes seguidas. Certas coisas são fáceis de esquecer, mas meu ódio aos rogues voltou bem rápido. Resolvi aproveitar o rested bônus, pois não jogava há meses... passei do 45 pro 47... estou indo bem. Fiquei muito irritado com o tempo de vôo dos passarinhos, mais uma prova de que WOW é passa-tempo mesmo! Ou melhor acaba-tempo. Deveria vir com avisos na embalagem, mas fazer o quê?

Esqueci que árvore de talentos estava seguindo e as magias do felino também... mas jogando essas coisas voltam a mente. Nem das minhas teclas de acesso rápido eu lembrava... muito tempo... Meu filho começou a perguntar o nome dos lugares e eu esqueci de muita coisa! Como pude fazer isso :-) Se não fosse o guia de leveling, eu realmente estaria perdido.

Um aviso para Horda: se tiver alguém com pouca honra no Spinebreaker, pode procurar o Predak, hunter, 47, fácil de matar :-) Agora ninguém mais da Horda ficará sem honra!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Pirataria para quê?

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Fico pensando em quantos softwares alguém consegue dominar.

Lembro de amigos super equipados. Na mesma máquina: CorelDraw, Photoshop, 3D Max, Autocad, etc. O mesmo para outros tipos de programas, fora a centena de jogos instalados. HDs de 300 GB lotados de tudo que se possa imaginar...

A resposta para isso pode ser pirataria ou pura falta do que fazer. Eu conheço pouca gente com tanto dinheiro para ter todos estes programas ao mesmo tempo. Mas pode-se consegui-los em algum torrent da rede... ou pelo jornal com entrega a domicílio.

Não vou entrar no mérito de copiar ou não copiar, é ilegal e pronto.

O fato que realmente me preocupa é o tempo gasto para se tentar aprender (não por muito tempo, pois logo surge outra novidade) e o vício (compulsão) que algumas pessoas desenvolvem. Saiu versão nova? Tenho que ter! Muitas vezes a tal versão nova não trás nada de novo para o trabalho que a pessoa faz. Mas é um ritual: servos do setup, escravos do DVD e do CD-R.

O mesmo acontece com filmes. Certa vez eu administrava uma rede local. Um certo dia, analisando os registros de acesso vi que a utilização de Internet no escritório tinha sido máxima durante toda madrugada. Um certo sujeito resolveu baixar um filme, lançamento claro, utilizando um software P2P qualquer. A qualidade do filme era um lixo, mas o importante era baixar a imagem e gravar em disco o mais rápido possível. Além de utilizar a rede para fazer besteira, o software estava mal configurado e transformou nossa rede num difusor de pirataria. Gente do mundo inteiro se conectava e a fonte era na nossa rede. Mas ok, o susto passou e o programa foi removido. Quantas vezes o cara assistiu o tal filme? Acho que nunca, pois a versão era em inglês e ele ainda ia procurar a legenda. O importante era baixar, gravar, etiquetar e por na estante. Criar quantidade, ocupar espaço. É interessante como isso pode se tornar um passa tempo.

Todos temos vícios. Eu jogava World of Warcraft, para variar... quando no chat da guilda o assunto foi o filme 300. Um dos "guildies" comentou o excelente filme: vale a pena pagar os £10 para ir no cinema. O servidor que jogo é na Inglaterra, só para não pensar que esse mal existe só no Brasil. A questão era baixar o filme ou o torrent. Direito autoral ou qualquer outro assunto ficaram fora de questão. Eu fiquei tão curioso que resolvi assistir ao filme. Paguei €13,00 num pacote de 3 ingressos, gastei 2 (levei a esposa) e fiquei com um para ver outro filme. O filme é realmente muito bom, mas nem por isso resolvi chegar em casa e baixar o torrent. Pelo contrário, comecei a pesquisar na Wikipedia e terminei por achar um site que separava Realidade x Ficção (um FAQ aqui).

Eu decidi ir ao cinema a tarde e uma hora depois eu estava no cinema, assistindo ao filme com som THX. Tudo muito rápido. O ponto é: quanto tempo eu gastaria para baixar o tal filme? Mesmo com banda larga, dificilmente o torrent chegaria a velocidade máxima... eu imagino que eu demoraria de um a dois dias no melhor do meu otimismo... Agora, quanto vale o meu tempo? Minha esposa foi ao cinema comigo e ganhei alguns pontos com isso :-) Tenho certeza que ela não toparia assistir ao filme no micro. Mas, usando meus custos por aqui: 48 horas de micro ligado... um consumo de uns 200W... mais a mídia do DVD para gravar o filme... mas o tempo de gravação (ok, é bem rápido, mas não vou deixar de fora :-)). Se tudo desse certo, quanto isso teria me custado? Acho que no final eu fiz um bom negócio. Eu faço este tipo de avaliação antes de fazer qualquer coisa. Mas cada um é cada um. Se eu não tivesse os tais €13... se o cinema próximo de casa não tivesse som THX, se a sessão fosse mais tarde...

Outra coisa que eu penso: o que dizer aos meus filhos sobre o tal DVD? O que se diz nestas horas? É pirata, mas não faz mal a ninguém? É ilegal, mas não conte pra ninguém? Quando se tem filhos, este tipo de questão passa a vir a tona. É difícil educar uma criança dizendo faça o que eu digo e não faça o que eu faço.

Falando em filhos, meu filho pediu um video-game. Nada menos que o PlayStation 3... suei quando ouvi o pedido. A super-máquina custa €600,00. Ok, é um leitor de Blue-ray + DVD + um micro e um vídeo game de brinde. Mas cada jogo custa entre €55 e €60! Acho que ele vai ter que escolher outro presente, é simplesmente muito caro a longo prazo. Talvez um Wii ajude nos custos...
Vejamos o outro lado. Os cálculos pra um vídeo game, utilizando-se os dados de qualquer jornal do Brasil: vídeo game (PS2) + ou - R$1000,00 (com chip, claro), jogos entre R$10,00 e R$20,00 :-( Temos uma indústria marrom só para sustentar esse tipo de coisa. Já imaginaram quanto dinheiro isso gera? E como esse dinheiro é usado? O pobre do camelô é mais uma vítima. Quem ganha dinheiro são as pessoas que distribuem esses produtos. Outro efeito é que uma criança que recebe uns 5 CDs ou DVDs de jogos de uma só vez, provavelmente não terminará de jogar nenhum deles. São tantas opções que ela troca rapidamente de um jogo para outro, sem foco. Em um mês ou dois, provavelmente estará pedindo outros jogos.

Acredito que seja a mesma coisa que acontece com adultos. Windows Vista? Tenho que ter! E se recomeça o ciclo.

Resumindo, a meu ver, pirataria é perda de tempo. Eu gostava quando os CD's vinham com a letra das músicas e quando software tinha manual impresso. Acho que estou ficando velho. Mas dizer o quê? Sobrevivi a selva e lá isso já foi importante.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

E era uma vez em Azeroth...

Não lembro muito bem a ordem dos fatos, mas lembro que um dia falávamos sobre MMORPG
e como sempre, um amigo do amigo do amigo conhecia o World of Warcraft (WOW).

Um belo dia, visito o Edson César e pra minha surpresa o tal jogo estava lá instalado. Era final de 2005 e o fim das noites sem ter o que fazer. Nem precisei de conta guest, comprei o serial key do jogo, pois na selva loja alguma vendia tal maravilha.

O jogo é extremamente fácil de instalar, inclusive não tem proteção alguma. Inocentemente, instalei uma cópia com o CD-KEY comprado no Mercado Livre. E então lá estava eu em Azeroth.

Eu nunca fui um grande jogador em absolutamente nada. Não jogo bem basquete, voley ou futebol. Nunca fui o melhor jogador de jogo algum. Não sei aonde eu estava com a cabeça ao começar a jogar WOW.

Um anão caçador, claro, chamado Minguado (que outro nome dar pra um pobre anão...). E assim começou o vício. Tudo girava em torno do WOW e quanto tempo faltava para jogar novamente. Todo dia várias horas, inclusive minhas férias inteiras, tudo para "uppar" o anão.

Entrei numa Guilda (grupo de jogadores do WOW) chamada "Kings under the Mountain", lógico que só anões podiam participar. Alias, para quem joga WOW: já repararam o pé direito de Iron Forge? Acho que um dos maiores do jogo inteiro... e numa cidade de anões, grandes colunas vem para compensar algo.

O jogo é extremamente viciante e você acaba fazendo uma das duas coisas: ou chama seus amigos para jogor ou joga seus amigos fora e se dedica a guilda. Eu acabei por viciar outros amigos, já que Azeroth é um lugar perigoso para uma pequeno anão andar sozinho.

Minguado passou a lutar com Quidor (César) e Festrati, também anões. Nível após nível, milhões (~4.000.000) de pontos de experiência depois, chegamos ao nível 60, o limite na época.

O engraçado disso foi o efeito em nossas vidas. De repente quem não jogava WOW era completamente alienado, por fora do mundo. WOW era assunto preferido em festas, almoços e jantares. Nossas esposas chegaram a fazer o clube das "Viúvas do WOW"...

Isso tudo piorou quando em algum momento encontramos os "Southern Cruzaders". Imaginem só, uma guilda só de brasileiros ou de pessoas que falam português. Não precisa dizer que agora tínhamos um exército completo em Azeroth. Uma guilda para fazer os temíveis "dungeons" do jogo. Todas as noites eram de combates intermináveis em Zul´Gurub. Boss após boss, estávamos lá. Recomendo a guilda para quem deseja não ver novela e se alienar completamente deste mundo :-)

Acho importante ressaltar o momento WOW, já que jogo há quase dois anos. O tremendo esforço de jogar um MMORPG na floresta. Manaus não tinha fibra ótica, parece que agora já tem. Eu tinha um poderoso link de 600 Kb em casa (via satélite), com nada menos que 1600 ms de latência pros servidores do WOW. Era como jogar pelo correio. Perfeito para meus reflexos de pedra, mas terrível pros pobres coitados que faziam missões comigo. PvP ? Nem pensar. Eu avistava o pessoal da Horda, em segundos eles estavam batendo muito perto, no outro slide eu já estava morto... mas parece que agora está bem melhor. Mesmo na era da Internet, continuamos sendo prejudicados por este tipo de coisa. Como poderemos alimentar nossos vícios eletrônicos sem uma rede rápida? Já falei que a net aqui na Bélgica é muito boa? Não? Claro que eu não vim para cá por causa da Internet, ou será que vim...

O vício continuou até eu me mudar para Bélgica. O fuso horário me impediu de entrar em contato com o pessoal da Guilda e acabei ficando impossibilitado de jogar com os amigos no Brasil. Preciso dizer que agora jogo nos servidores europeus? Curado do complexo de inferioridade, ou não, criei outro caçador, night elf, em Spine Breaker. Mas não jogo mais que umas 4 horas por mês. Tenho tempo agora para cortar a grama e dar atenção para família.

Bem, tudo que sei é que jogando menos consegui tempo para várias outras coisas. WOW é muito bom, mas como tudo tem que ter limites. No início deste ano, foi lançada uma expansão para o jogo... e agora todos foram para o nível 70 e em busca de seus dragões e mounts voadoras...

Se você ainda não sacou o quanto a coisa é viciante, visite WOWDetox. E lembre-se, a melhor maneira de parar é nem começar :-)

LSK
Ex-Minguado, Predak